Posted by: João Marques & filed under Imóveis Informações gerais.

 

Nos dias de hoje, os contratos de seguro, sejam eles obrigatórios por Lei ou de contratação facultativa, são elementos fundamentais ao equilíbrio da vida nas sociedades modernas. Sem seguros, inúmeros setores da economia nacional e mundial não funcionariam. A indústria seguradora oferece proteção contra diversos e inúmeros riscos (climatéricos, tecnológicos, políticos, entre outros), permitindo o desenvolvimento, investimento e inovação das empresas (através das suas operações) e que as pessoas vivam o seu quotidiano mais serenamente.

No entanto, a relação entre seguradores e segurados nem sempre foi pacífica, nem os seus distintos papéis devidamente compreendidos pelas diferentes partes intervenientes na celebração de um contrato de seguro.

 

Noções e Informações Básicas

O contrato de seguro é uma transferência de risco, ou seja, em troca de um determinado montante (prémio de seguro) são transferidos os riscos de perdas financeiras e/ou não financeiras provocadas por eventos específicos, mas imprevisíveis, de um indivíduo ou empresa para uma seguradora.

O contrato de seguro possui, igualmente, um princípio de mutualização do risco, ou seja, permite a divisão das eventuais perdas pelo universo de tomadores de seguro (ou vulgarmente conhecidos como segurados). Individualmente, seria praticamente incomportável o pagamento do prémio de seguro pelo risco de uma perda, pelo que este princípio de solidariedade entre segurados permitirá a obtenção de um prémio médio de seguro mais baixo para todos, uma vez que apenas um pequeno número de elementos do grupo sofrerá um prejuízo. Assim, este mecanismo de transferência de risco baseado na mutualização e existente nos contratos de seguro, permitirá que as perdas de poucos sejam pagas pelos prémios de muitos, reduzindo exponencialmente o prémio médio para todos.

 

Avaliação do risco pelas seguradoras

Cada tomador de seguro, seja ele pessoa singular ou coletiva, apresenta um nível distinto de risco para as seguradoras. Deste modo e para que cada segurado pague o prémio justo e adequado ao perfil de risco apresentado, as seguradoras recorrem a diversos fatores de tarifação (ou seja, cálculo do prémio) que permitam definir o correto nível de risco para o que é desejado pelo cliente. A título de exemplo, uma casa de madeira apresenta um risco de incêndio mais elevado do que uma casa de tijolo, pelo que quanto maior o risco, maior será o prémio de seguro a pagar pelo cliente.

Cada seguradora tem o seu próprio processo de subscrição, pelo que cada uma delas poderá apresentar termos e condições gerais iguais para todos – os seguros são contratos de adesão, pelo que os clientes, genericamente, não podem influenciar o clausulado dos mesmos -, mas podem os clientes customizar os seus contratos através da inclusão ou exclusão de determinados eventos a serem cobertos pelas apólices, permitindo a melhor adequação do contrato às necessidades individuais de cada entidade.

No entanto, nenhum contrato de seguro pode infringir as disposições legais para a constituição do mesmo, bem como todos os termos e condições gerais e especiais terão de ser previamente autorizados a comercializar pelo organismo oficial que supervisiona e controla a atividade seguradora no nosso país: o Instituto de Seguros de Portugal.

Apesar de nem todos os riscos serem seguráveis, existem no mercado inúmeras soluções que respondem as necessidades e anseios dos clientes, bem como um número significativo de companhias de seguros que através dos seus diferentes canais de distribuição (corretores de seguros, mediadores de seguros, distribuição direta, entre outros) devidamente certificados e identificados, oferecem soluções e aconselhamento profissional a todos os interessados, salvaguardando sempre os interesses e necessidades próprias de cada cliente.

Sem um mercado segurador concorrencial, inovador e profissional muitos dos aspetos da nossa sociedade e economia deixariam de existir ou funcionariam de forma menos eficaz e incerta.

Assim, se pretende adquirir um seguro para o seu automóvel, para a sua casa ou se pretende proteger os riscos próprios sobre a sua vida, não deixe de procurar um profissional de seguros devidamente certificado, o qual terá todo o gosto em lhe apresentar a melhor solução à medida das suas necessidades.

Todas estas informações não dispensam a consulta das condições pré contratuais, gerais e especiais específicas de cada seguradora.

 

This post is also available in: enEnglish deDeutsch frFrançais